Conheça as medidas de segurança estrutural contra incêndio

Somente em 2018 foram registrados cerca de 531 incêndios estruturais no Brasil, segundo pesquisa do Instituto Sprinkler Brasil.

Desses incêndios, podemos destacar 2 tipos de estabelecimentos que são os comerciais onde se enquadram lojas, shoppings e supermercados e depósitos. Essas “categorias” tiveram 190 e 114 registros respectivamente.

Fica clara a necessidade de ter medidas de segurança que combatam esse problema e ajudem as pessoas a sair dessa situação ilesas.

Para te ajudar nessa empreitada, vamos falar sobre a Instrução Técnica no 08/2019 do Corpo de Bombeiros do estado de São Paulo que fala sobre segurança estrutural contra incêndio.

O que diz a Instrução Técnica no 08/2019

O tempo requerido de resistência ao fogo

O primeiro ponto levantado nesta instrução é o tempo de resistência ao fogo (TRRF), ou seja, o tempo que a construção deve manter sua função.

Cada tipo de estabelecimento conta com exigências específicas que varia também de acordo com a altura do edifício.

Esses valores são definidos de acordo com ensaios de resistência em laboratório. Este, por sua vez deve ser reconhecido de acordo com as normas técnicas nacionais.

Ademais, todos esses documentos devem ser arquivados, já que podem ser cobrados pelo Serviço de Segurança Contra Incêndio.

Possibilidade de utilizar materiais de revestimento contra fogo

A instrução técnica traz uma série de análises a respeito dos materiais utilizados na edificação e como os mesmos devem ser levados em consideração no dimensionamento dos elementos estruturais em situação de incêndio.

Os principais são aço e concreto, contudo, há também determinações para outros materiais estruturais.

Ademais, pisos metálicos vazados, coberturas, mezaninos e passarelas metálicas também são levadas em consideração.

Nesse sentido, há também os materiais de revestimento contrafogo com o objetivo de retardar o avanço do incêndio.

Estes são de responsabilidade do responsável técnico e devem levar em consideração “à aderência, combustibilidade, fissuras, toxicidade, erosão, corrosão, deflexão, impacto, compressão, densidade e outras propriedades necessárias para garantir o desempenho”.

Das estruturas externas do edifício

Para as edificações que possuem estruturas internas, elas não precisam ser levadas em consideração para o TRRF quando estiver afastada do prédio principal de forma a não ser expostas a altas temperaturas.

Caso os ensaios para determinar este cenário apontem que a estrutura externa estará sim exposta a altas temperaturas, será necessário incluí-las na TRRF.

Ainda existem outras formas de avaliar essa situação como:

●        Edificações abertas lateralmente;

●        Ocupações mistas;

●        Estruturas encapsuladas (protegida contrafogo); etc.

Do memorial de segurança contra incêndio

Todo material de revestimento contrafogo que seja inserido na edificação deve ser inserido no memorial levando em consideração:

●        Metodologia utilizada;

●        O TRRF para os elementos construtivos;

●        Tipo e espessura de materiais de revestimento;

●        Assinatura de mais de um responsável técnico.

Como estar pronto para ocasionalidades?

O incêndio é um tipo de acidente que não perdoa e consome tudo que entrar em contato. Nesse sentido, é importante contar com profissionais que sabem o que estão fazendo quando o assunto é prevenção.

Deixe toda essa dor de cabeça para quem tem experiência no assunto e não corra riscos!

Aqui em nosso blog, você pode ver, em detalhes, diversos artigos onde explicamos um pouco mais sobre o mundo das Instruções Técnicas, e todos os requisitos que devem ser seguidos na emissão do seu AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) e o CLCB (Certificado de Licença do Corpo de Bombeiros).

Para maiores informações sobre a A5S Laudos e Engenharia entre em contato conosco pelo site www.a5s.com.br ou pelos telefones:  (011) 98788–8954 ou (011) 2323-8983.

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